quinta-feira, 28 de abril de 2011

Take P/Bere

  foi tudo muito súbito
tudo muito susto
  tudo assim como a resposta
fica quando chega a pergunta

  esse isso meio assunto
que é quando a gente está longe
  e continua junto

O último poema

Assim eu quereria o meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Quem disse que eu me mudei?

Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa em que nasceu.

So Right

Roll out down to midnight
Then roll on downtown 'till it's light
Because tomorrow we may die
Oh, but tonight we're dancing in the faint light
Don't rob yourself of all that you could be
Roll hard 'til midnight
Roll 'til it's light
Come on now
Stay up and make some memories
Yeah, with us now
Roll the red carpet out with friends
To whom, to love and roll on
Our love is so right
I won't waste a minute here tonight
Our love is so right
And tonight my dance is all about you
To midnight love you,
Roll and run the red lights
You know the game now is keep it tight
Oh, how I love your pretty rock-roll kisses
Come on and stay with me
Roll and run the red lights
Come on, this love is so right
Stay up and make some memories
Yeah, with us now
To roll the red carpet out with friends
Oh, to love and roll on now
Our love is so right
I can taste
We're in it here tonight
Our love is so right
And tonight my dance
Is all about you
I'm going crazy
And it's all 'cause of you
I'm going under, over you, over you
This time is so alive
Everybody's tranced, dancing tonight
Oh so beautiful, and so strange
Oh, it was empty until you came...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Você

De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim

Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor

Você
É mais do que sei
É mais que pensei
É mais que esperava, baby

Você
É algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby

Sou feliz agora
Não não vá embora não
Não não não não não

Não não vá embora
Vou morrer de saudade
Não não vá embora
Vou morrer de saudade

segunda-feira, 25 de abril de 2011

aqui

aqui

neste pedra

alguém sentou
olhando o mar

o mar
não parou
pra ser olhado

foi mar
pra tudo quanto é lado

Temporal

fazia tempo
   que eu não me sentia
tão sentimental

Invitation Au Voyage

Se cada um de vós, ó vós outros da televisão
- vós que viajais inertes
como defuntos num caixão -
se cada um de vós abrisse um livro de poemas...
faria uma verdadeira viagem...
Num livro de poemas se descobre de tudo, de tudo mesmo!
- Inclusive o amor e outras novidades.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

das coisas

das coisas
que eu fiz a metro
todos saberão
quantos quilômetros
são

aquelas
em centímetros
sentimentos mínimos
ímpetos infinitos
não?

No Alto da Rua

A solidão corre pela veia dos homens
É um cair da tarde, toda insossa, afundar-se no sofá da sala
Sem palavras, sem remorsos, nem olhares
Uma sensação de estar numa cidade estrangeira
E que a noite nunca vai chegar
Ninguém desconfia que amanhã espera um outro mundo

O tempo se suspende sem que se saiba como
Um quadro da infância, reproduz as ruas
E transforma os homens em observadores

O crepúsculo de cor azul que cai cinzindo tudo,
O andar apressado de transeuntes,
A coincidência de quem passa mas não deixa motivos

Esqueçam a vida, tudo se resume na rua que se estende até onde
sua vista alcança

Uma conversa amigável que não se ouve
Tudo somente intenções
Sem som, nem fúria
É tudo que passa ou consegue reter
Ou alguém que virando de costas desaparece pela esquina da rua

É até onde tudo vai
A rua que se estende até onde a vista alcança

este planeta, às vezes, cansa

  este planeta, às vezes, cansa
almas pretas com suas caras brancas
  suas noites de briga braba,
sujas tardes de água mansa,
  minutos de luz e pavor

  casa cheia de doce,
ondas tinindo de dor,
  acabou-se o que era amargo,
pisar este planeta
  como quem esmaga uma flor

quinta-feira, 21 de abril de 2011

De onde é quase o horizonte

De onde é quase o horizonte
Sobe uma névoa ligeira
E afaga o pequeno monte
Que pára na dianteira.

E com braços de farrapo
Quase invisíveis e frios,
Faz cair seu ser de trapo
Sobre os contornos macios.

Um pouco de alto medito
A névoa só com a ver.
A vida? Não acredito.
A crença? Não sei viver.

Os Degraus

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Gardênias e hortênsias

   gardênias e hortênsias
não façam nada
   que me lembre
que a este mundo eu pertença

   deixem-me pensar
que tudo não passa
   de uma terrível coincidência

Sujeito Indireto

   Quem dera eu achasse um jeito
de fazer tudo perfeito,
   feito a coisa fosse o projeto
e tudo já nascesse satisfeito.
   Quem dera eu visse o outro lado,
o lado de lá, lado meio,
   onde o triângulo é quadrado
e o torto parece direito.
   Quem dera um ângulo reto.
Já começo a ficar cheio
   de não saber quando eu falto,
de ser, mim, indireto sujeito.

Saber? Que sei eu?

Saber? Que sei eu?
Pensar é descrer.
- Leve e azul é o céu -
Tudo é tão difícil
De compreender!...

A ciência, uma fada
Num conto de louco...
- A luz é lavada -
Como o que nós vemos
É nítido e pouco!

Que sei eu que abrande
Meu anseio fundo?
Ó céu real e grande.
Não saber o modo
De pensar o mundo!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ame-me bem devagar

Ame-me bem devagar
Como compasso dessa canção
Como cartas escritas à luz de vela
Como quem dança desajeitado com medo de errar

Cante uma canção ao anoitecer
Para que eu possa acordar do dia
Porque à noite, eu não quero sonhar

Sonhos ruins eu tenho, quando não estou com você
Sei que você também amarga uma vida ingrata sem mim

Mas cante a música que quiser
Hoje serei o seu par

Dance, dance, dance sem parar
A noite inteira, a vida toda
Ao fim, eu juro que vou encontrar uma saída
Enquanto isso, divirta-se
Cante-me uma canção
E conceda sua mão para uma dança lenta

Da Observação

Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

domingo, 17 de abril de 2011

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir... 
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel.
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube
o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!