Alguém dentro de mim
mente para me proteger.
Não sei quem tem razão
sobre meus desastres.
Se permaneci em excesso
e não varei a outra margem.
Se me deixei fora por muito tempo
e esqueci o endereço.
Quando estamos próximos de dizer
é que não estamos mais aqui.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Enfrentamos infâncias terríveis,
com as maldades correndo
nos dois lados.
Meu rosto é estranho, metade
elefante, metade cavalo,
como se não tivesse sido acabado.
Colegas contavam minha história
dizendo que ficou a placenta
e esqueceram o feto.
Foste estrábica
pelo teu desejo de estar
em dois lugares
ao mesmo tempo.
Mudamos o caminho da escola,
não arredávamos o pé da sala no recreio,
aguentamos o corredor polonês,
os arremessos da merenda.
Não me venha dizer que a infância é pura e bela,
ela assassina a ternura tanto quanto a velhice.
Como uma irmã menor que me cabe guiar,
pego forte a mão de teus olhos
para atravessar a rua.
com as maldades correndo
nos dois lados.
Meu rosto é estranho, metade
elefante, metade cavalo,
como se não tivesse sido acabado.
Colegas contavam minha história
dizendo que ficou a placenta
e esqueceram o feto.
Foste estrábica
pelo teu desejo de estar
em dois lugares
ao mesmo tempo.
Mudamos o caminho da escola,
não arredávamos o pé da sala no recreio,
aguentamos o corredor polonês,
os arremessos da merenda.
Não me venha dizer que a infância é pura e bela,
ela assassina a ternura tanto quanto a velhice.
Como uma irmã menor que me cabe guiar,
pego forte a mão de teus olhos
para atravessar a rua.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
As cartas de amor
deveriam ser fechadas
com a língua.
Beijadas antes de enviadas.
Sopradas. Respiradas.
O esforço do pulmão
capturado pelo envelope,
a letra tremendo
como uma pálpebra.
Não a cola isenta, neutra,
mas a espuma, a gentileza,
a gripe, o contágio.
Porque a saliva acalma um machucado.
As cartas de amor
deveriam ser abertas
com os dentes.
deveriam ser fechadas
com a língua.
Beijadas antes de enviadas.
Sopradas. Respiradas.
O esforço do pulmão
capturado pelo envelope,
a letra tremendo
como uma pálpebra.
Não a cola isenta, neutra,
mas a espuma, a gentileza,
a gripe, o contágio.
Porque a saliva acalma um machucado.
As cartas de amor
deveriam ser abertas
com os dentes.
domingo, 8 de maio de 2011
Não diferencio os cogumelos
Não diferencio os cogumelos
venenosos dos sadios,
os inços das ervas curativas.
Como descobrir
o que mata
sem morrer um pouco por vez?
venenosos dos sadios,
os inços das ervas curativas.
Como descobrir
o que mata
sem morrer um pouco por vez?
Há partes dentro da gente
Há partes dentro da gente
que nunca serão educadas.
A morte é uma delas.
Não sou o que aprendi.
Sou o que falta aprender.
que nunca serão educadas.
A morte é uma delas.
Não sou o que aprendi.
Sou o que falta aprender.
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